São 12 empresas e entidades públicas de Portugal, Espanha, Irlanda, França e Holanda que fazem parte do consórcio MOBI.Europe. Todas elas representativas das áreas que se cruzam na mobilidade eléctrica: construtores de automóveis, fornecedores de energia, cidades e empresas tecnológicas.
Coordenado pelo centro de inovação Inteli, o grupo tem como parceiros a "Renault, que tem investido fortemente na tecnologia do carro eléctrico, as cidades de Amesterdão (Holanda) e Limerick (Irlanda), a divisão da eléctrica irlandesa ESB para o carro eléctrico e a subsidiária irlandesa da empresa norte-americana Intel, para além da portuguesa Critical Software e dos Consórcio para iniciativa de demonstração envolve 12 entidades privadas e públicas de cinco países europeus centros tecnológicos e de engenharia da Galiza, CTAG–Centro Tecnológico Automóvel da Galiza e CEIIA–Centro para a Excelência e Inovação na Indústria Automóvel". A Wellgood, Faimevi e Alliander vão também ter participação no projecto.
Com a Comissão Europeia a ter no horizonte a necessidade de criação de condições para uma rede pan-europeia de mobilidade eléctrica, este projecto procura, segundo a Inteli,"demonstrar a capacidade de os veículos eléctricos serem utilizados em larga escala no espaço europeu" e uniformizar diferentes tecnologias, eliminando barreiras à sua circulação. O MOBI.Europe tem um orçamento de cinco milhões de euros e é co-financiado em 50 % pela União Europeia, e é a primeira vez que o programa para a competitividade e inovação da UE dedica uma linha específica à mobilidade eléctrica.
João Caetano, responsável pela área de I&D na entidade coordenadora do projecto, admite que a dificuldade inerente a iniciativas deste género poderá revelar-se no entendimento das diferentes actividades em jogo, que contribuirá para que os veículos eléctricos "circulem sem obstáculos tecnológicos entre diferentes operadores de energia". "O grande desafio vai ser pôr toda a gente a falar a mesma linguagem", observa este responsável, sublinhando que a concessão de ajudas europeias para demonstração, pela primeira vez, significa que Bruxelas considera existir uma maturidade suficiente,"que já está para lá da fase de laboratório, da investigação e desenvolvimento". Da mobilidade eléctrica espera-se que contribua para a redução das emissões de CO2 e da dependência dos combustíveis fósseis, para além de incentivar a "renovação do ciclo económico".
Fonte: Mobi.E