"Actualmente estamos em conversações com alguns países da Europa de Leste, Escandinávia, Ásia, América do Sul e Médio Oriente", confirma o presidente executivo do MOBI.E International, Pedro Fragoso Pires, ao Diário Económico.
A Polónia é um dos países em que as negociações estão mais avançadas. "Estamos muito interessados no projecto português de abastecimento dos carros eléctricos e em negociações", garante o vice-presidente da agência de investimento estrangeiro polaca, Marek Lyzwa, ao Diário Económico, sem referir o parceiro português.
Dependente a 90% de carvão, a Polónia enfrenta um dilema energético, numa altura em que a vizinha Alemanha se prepara para encerrar as centrais nucleares. Para diversificar as fontes energéticas – menos poluentes –, o governo de Varsóvia está a apostar na entrada na era nuclear e no aumento do uso de energias alternativas. A EDP Renováveis, por exemplo, já tem um parque eólico na cidade polaca de Margonin. A China será, possivelmente, outro país a importar a tecnologia portuguesa.
Em Junho do ano passado, o Diário Económico avançou que as empresas eléctricas chinesas estavam interessadas no programa de mobilidade eléctrica nacional, um projecto que foi uma das estrelas do pavilhão português da Exposição Internacional de Xangai. Já no mês passado, esteve em Portugal uma delegação chinesa para reunir com as sociedades que integram o MOBI.E. A internacionalização foi, desde cedo, um objectivo deste consórcio, que é hoje considerado um dos mais inovadores do mundo em termos de mobilidade eléctrica.
As empresas portuguesas do MOBI.E – Inteli, Novabase, Critical Software, EDP, Efacec, CEIIA, Martifer, Siemens e, mais recentemente, a Galp – detêm a propriedade intelectual do sistema, o que permitirá receber ‘royalties' pela sua utilização. "Uma das mais-valias da Mobi.e é o facto de ser uma plataforma aberta que possibilita as ligações de qualquer player", explica Pedro Fragoso Pires. A maior vantagem desta infra-estrutura é que os consumidores podem aceder a qualquer ponto de carregamento, independentemente do operador, e carregar os carros à semelhança do que acontece no Multibanco.
Fonte: Mobi.E